Três anos do atentado contra a democracia
CUT Bahia reafirma defesa da democracia três anos após a tentativa de golpe
Publicado: 08 Janeiro, 2026 - 09h34 | Última modificação: 08 Janeiro, 2026 - 11h13
Escrito por: Raquel Santana | Editado por: CUT-BA
Salvador, 8 de janeiro de 2026 — Nesta data, completam-se três anos dos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, com a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília. O episódio marcou um dos momentos mais graves da história recente do Brasil e representou um ataque direto ao Estado Democrático de Direito e à soberania do voto popular.
A Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT Bahia), entidade que tem entre seus compromissos estatutários a defesa da democracia, manifesta-se para reafirmar a importância de não permitir que esse episódio nefasto seja esquecido, relativizado ou apagado da memória coletiva do povo brasileiro.
As investigações conduzidas pelas instituições competentes revelaram que os atos de 8 de janeiro não foram isolados nem espontâneos. Tratou-se de uma ação articulada, antecedida por um ambiente de desinformação, incitação ao ódio e ataques sistemáticos às instituições democráticas, com o objetivo de impedir a posse do presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva e o exercício legítimo do mandato conferido pelo voto popular.
Até o momento, 810 pessoas já foram condenadas no Supremo Tribunal Federal (STF), dessas, 395 foram por crimes mais graves, 415 por crimes mais leves e 14 absolvições. Ainda tramitam 346 ações penais. Também foram condenados os líderes da tentativa de golpe, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e os generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, entre outros.
Para a presidenta da CUT Bahia, Leninha Valente, lembrar o 8 de janeiro é um dever político e histórico.
“Neste 8 de janeiro, mais do que rememorar uma ferida, nós convocamos toda a classe trabalhadora a reafirmar seu papel ativo na defesa intransigente da democracia. A CUT viveu ao longo de toda sua trajetória a luta pelo fortalecimento das instituições democráticas no Brasil, e hoje mais do que nunca defendemos que os responsáveis pelos ataques sejam punidos com rigor. Nós elegemos, por maioria absoluta dos votos, um presidente da República em um dos processos eleitorais mais seguros e transparentes do mundo. Não aceitaremos qualquer tentativa de apagar a gravidade desses fatos sob o pretexto de reduzir penas ou, ainda pior, anistiar os responsáveis. Isso seria uma afronta à Justiça, uma ameaça à democracia e um estímulo à impunidade. Por isso, conclamamos os trabalhadores e trabalhadoras de todo o Estado e do país a se colocarem firmemente contra qualquer movimento de anistia disfarçado de diminuição da dosimetria da pena. A democracia se fortalece com memória, com justiça e com mobilização popular”, afirmou Leninha Valente.