Mulheres ocupam as ruas pela democracia e contra o feminicídio
Mulheres baianas foram pra luta em Salvador
Publicado: 10 Março, 2020 - 23h42 | Última modificação: 10 Março, 2020 - 23h57
Escrito por: Secom Bahia
Milhares de mulheres baianas foram pra luta em Salvador e ocuparam a orla da Barra, do Morro do Cristo até o Farol, no último domingo, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Centrais sindicais, coletivos de mulheres, artistas, parlamentares, sindicatos, dentre outros atores da sociedade, marcaram presença mostrando resistência e gritando palavras de ordem cobrando o fim da discriminação de gênero e da violência, seja no ambiente doméstico, seja no de trabalho.
O feminicídio tem aumentado assustadoramente nos últimos anos e foi um dos temas mais cobrados na rua pelas mulheres. A sociedade machista e patriarcal não aceita que a mulher paute sua vida, tenha igualdade de condições e liberdade.
Por ser este um ano eleitoral, a pouca presença feminina no poder legislativo também foi lembrada. O Brasil ocupa uma das ultimas posições quando a questão é a participação de mulheres no legislativo. Mas não faltam opções: várias pré-candidatas participaram do ato levando suas bandeiras. No mundo do trabalho não é diferente: é notória a persistente desigualdade de oportunidades e de salário nas empresas.
A pauta neoliberal do Governo Bolsonaro tem desmontado um conjunto de politicas públicas conquistadas para as mulheres e em tão pouco tempo, muitos retrocessos.
Para a secretária de Mulheres da CUT Bahia, Lucivaldina Lopes, há uma necessidade das mulheres se manterem unidas e combativas para ter chance de avançar em demandas urgentes. O Coletivo de Mulheres da CUT Bahia se reuniu ontem (10) para uma avaliação da participação no movimento e também para discutir o desdobramento de ações sobre a temática.
Bertotti conclama resistência
Num cenário de instabilidade política e econômica, o fortalecimento da luta das mulheres passa pelo enfretamento da própria luta histórica, impedindo retrocessos e avançando nas conquistas. Essa foi a receita dada pela secretária nacional de Formação da Cut, Rosane Bertotti.
Ela participou da caminhada na Barra e disse que a resistência tem nome, é mulher, e que não se pode mais admitir que ela seja maltratada, agredida e discriminada. "Essa luta será travada em todos os locais. Chega de violência e discriminação", disse ela.