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Governo Lula deve anunciar mudanças no cálculo do piso do magistério

Após reajuste abaixo da inflação e pressão de sindicatos, Governo Federal deve anunciar nova regra de cálculo ainda em janeiro.

Publicado: 13 Janeiro, 2026 - 14h02

Escrito por: Raquel Santana | Editado por: CUT - BAHIA

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Após a mobilização de sindicatos que representam professores em todo o país contra o reajuste do piso nacional do magistério para 2026, fixado em apenas 0,37%, percentual abaixo da inflação, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que o Governo Federal deve anunciar mudanças na regra de cálculo do piso salarial ainda neste mês de janeiro.

O posicionamento do ministro foi feito nas redes sociais na última quinta-feira (8), em resposta às críticas da categoria. Segundo Camilo Santana, o governo reconhece que o índice anunciado é insuficiente e incompatível com a valorização dos profissionais da educação.

“Em breve, vamos anunciar medidas de mudança no cálculo do piso do magistério brasileiro. Não podemos admitir que a regra atual resulte em apenas 0,37% de reajuste para os professores. Isso é inadmissível. Professor precisa ser reconhecido, precisa ser valorizado. Temos até o mês de janeiro para anunciar, e deverá ser por meio de uma medida provisória do presidente, para que passe a valer ainda em janeiro e, posteriormente, seja votada pelo Congresso Nacional”, afirmou o ministro.

No dia 31 de dezembro de 2025, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) já havia se posicionado contra o reajuste, por meio de nota pública. A entidade classificou o percentual como insuficiente por não recompor as perdas inflacionárias acumuladas e destacou que a categoria tem enfrentado reajustes abaixo da inflação nos últimos anos.

Segundo a CNTE, a situação “repete um cenário já vivido pelos trabalhadores da educação, com reajuste zero em 2021 e aumento de apenas 3,62% em 2024, também inferior à inflação”. A confederação cobrou urgência do Governo Federal e do Ministério da Educação (MEC) e informou que solicitou uma audiência com o ministro Camilo Santana para tratar do assunto.