CUT Bahia reforça luta pela erradicação do trabalho escravo
Ato realizado na Estação Rodoviária do metrô chamou atenção da população para uma realidade que ainda atinge milhares de trabalhadores e trabalhadoras no país
Publicado: 29 Janeiro, 2026 - 15h03
Escrito por: Raquel Santana | Editado por: CUT Bahia
Raquel Santana
Ato pela erradicação do trabalho análogo à escravidão
No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro, a CUT Bahia participou de um ato público em defesa da erradicação do trabalho análogo à escravidão, realizado na Estação Rodoviária do metrô, em Salvador. A Central foi representada pela secretária de Direitos Humanos, Euzita Maciel, e pela secretária de Relações do Trabalho, Gilene Pinheiro.
A atividade foi organizada pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae Bahia), instância da qual a CUT faz parte, e reuniu sindicalistas, representantes do Ministério do Trabalho, da Secretaria de Direitos Humanos do Estado e fiscais do trabalho, que dialogaram com a população sobre a persistência dessa grave violação de direitos no Brasil.
A escolha do local foi estratégica, conforme explicou a coordenadora da Coetrae Bahia, Hildete Emanuele.
“Escolhemos uma estação de metrô, com grande circulação de trabalhadores e trabalhadoras, para conscientizar a sociedade sobre o trabalho análogo à escravidão, que infelizmente ainda é uma realidade no país”, destacou.
Durante o ato, histórias reais deram rosto à violência dessa prática. Valdirene Boaventura, hoje dirigente do Sindomésticos Bahia, relatou que, ainda adolescente, foi resgatada de uma situação análoga à escravidão.
“Eu trabalhava em troca de comida e moradia. Achava que, vindo para Salvador, teria oportunidades, mas sofri muitas violações”, contou.
A secretária de Relações do Trabalho da CUT Bahia, Gilene Pinheiro, ressaltou o papel fundamental do movimento sindical no enfrentamento ao trabalho escravo.
“O movimento sindical está aqui para reafirmar seu compromisso histórico na luta por condições dignas de trabalho para todas e todos”, afirmou.
Já a secretária de Direitos Humanos da CUT Bahia, Euzita Maciel, destacou que a fiscalização é um instrumento central no combate a essa prática criminosa.
“Em pleno século 21, ainda convivemos com o trabalho escravo. É uma realidade inaceitável que precisa ser combatida com políticas públicas e, principalmente, com fiscalização rigorosa”, defendeu.
Compromisso permanente
A CUT Bahia reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, do trabalho decente e da dignidade da classe trabalhadora, fortalecendo a articulação com órgãos de fiscalização, movimentos sociais e entidades sindicais para denunciar, prevenir e erradicar todas as formas de trabalho escravo no estado e no país.