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CUT BAHIA REAFIRMA LUTA POR DIREITOS, SOBERANIA,LIBERDADE NO GRITO DOS EXCLUÍDOS

Publicado: 09 Setembro, 2019 - 15h00

Escrito por: Ascom CUT Bahia - Aline Damazio

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Neste sábado (7), dirigentes da CUT Bahia, sindicatos filiados e milhares manifestantes se organizaram para fortalecer o 25º Grito dos Excluídos.

Data em que centrais, movimentos populares de várias cidades da Bahia denunciam nas ruas, os retrocessos da atual conjuntura política, social e econômica do Brasil que pesa contra o povo brasileiro, com retirada de direitos dos(as) trabalhadores(as), cortes de investimentos nas áreas da Educação e Saúde, incentivo às privatizações, degradação ambiental, ameaça às comunidades tradicionais e à soberania nacional.

Os atos potencializados pela CUT Bahia aconteceram em Feira de Santana; Juazeiro; Teixeira de Freitas; Santo Antônio de Jesus; Itabuna; Guanambi; Paulo Afonso e Salvador.

Na capital da Bahia, a concentração aconteceu pela manhã na Praça do Campo Grande e muitos manifestantes optaram por vestir preto, em protesto contra o governo federal e aos cortes na educação. Após um ato ecumênico, o padre José Carlos, começou o desfile por volta das 11horas, os manifestantes seguiram pela Avenida Carlos Gomes até a Praça Castro Alves.

Como um público, livre, plural e exaltando o tema desse ano “Este sistema não vale, lutamos por justiça, direitos e liberdade”, as bandeiras de protestos levadas pelos manifestantes eram diversas: Lula Livre; em defesa da soberania do Brasil; fora Bolsonaro, Moro e Dallagnol; não a privatização dos Correios; não reconhecemos atualmente a Independência do Brasil; queimadas da Amazônia, não ao fim dos conselhos federais com participação democrática da sociedade; não a demissão de peritos do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura; não aos cortes de verba da Educação; não a retirada do Programa Mais Médicos; denúncia do alto índice de desempregados no país; não aceitamos a reforma trabalhista; não a tentativa de desmonte da Previdência e não ao PEC da Maldade.

O presidente da CUT Bahia, Cedro Silva destaca as bandeiras de luta que a CUT Bahia levou às ruas em apoio ao Grito.“ A CUT sempre participou do Grito dos Excluídos. Essa Marcha que chama atenção do Brasil para inclusão social e distribuição de renda, como foi feito nos governos Lula e Dilma, mas que foi interrompido em 2014. Também estamos lutando por democracia e soberania do país. contra a privatização das estatais, por mais investimentos na educação, por mais empregos e pelo fim desse governo federal que deu as costas para o povo brasileiro”, afirma.

Pensamento em sintonia com a dirigente do Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia (Apub), Celi Taffarel. “É muito importante o fortalecimento do sindicalismo neste momento. No qual verificamos uma ofensiva sem precedentes do capitalismo, imperialismo e fascismo. Temos que demonstrar que somos fortes sim, que vamos enfrentar sim, esse retrocesso. Isso exige os sindicatos estejam unidos e nas ruas, apoiando as manifestações legítimas do povo”, destaca.

Em luta pela não privatização dos Correios e em campanha salarial, o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos no Estado da Bahia (Sincotelba), André Aguiar também destaca que a luta em um ato público fortalece o movimento do sindicato e do ato popular. “A importância de participar do Grito dos Excluídos é em defesa de um patrimônio nacional. Os Correios tem mais de 356 anos de existência e o governo federal quer privatizar. Estamos aqui, na defesa desse bem dos brasileiros e pela nossa campanha salarial, que até agora o patrão só quer retirar nossos direitos que conquistamos com muita luta, mas vamos resistir juntos e avançaremos na conquista de nossos direitos”, acrescenta.

A CUT Bahia mais uma vez afirma compromisso de enfrentar os retrocessos da atual conjuntura política de forma pública e atuante. Inserindo na agenda de lutas da Central, atos de demais organizações, entidades, centrais, Frentes que são manifestações espontâneas, democráticas e voluntárias em defesa dos direitos da classe trabalhadora.