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CUT Bahia debate conflitos territoriais em seminário na UNEB

Presidente em exercício da Central, Luciomar Machado, participou de mesa que reuniu pesquisadores, advogados e trabalhadores para discutir os impactos do desenvolvimento econômico sobre comunidades tradicionais

Publicado: 12 Junho, 2026 - 17h10 | Última modificação: 12 Junho, 2026 - 17h17

Escrito por: Raquel Santana | Editado por: CUT BAHIA

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O presidente em exercício da CUT Bahia, Luciomar Machado, integrou a mesa do Seminário Geografando e Inquietando, realizado na tarde desta quinta-feira (11), no Campus da UNEB, no Cabula, em Salvador. O evento foi promovido pelo grupo de pesquisa TEPA, da Faculdade de Direito da universidade, com apoio da CUT Bahia e do Sindipetro Bahia, e debateu o tema Grandes Projetos Econômicos, Desenvolvimento e Conflitos Territoriais na Bahia.

A geógrafa Guiomar Germani apresentou sua pesquisa sobre os conflitos fundiários no estado, destacando como comunidades tradicionais são sistematicamente invisibilizadas para viabilizar a implantação de projetos econômicos que agridem o meio ambiente e comprometem a subsistência dessas populações e seus territórios.

Luciomar Machado ressaltou o papel estratégico de iniciativas que aproximam sociedade civil e academia. “A educação só é válida quando gera algum impacto social, na sociedade, no estado, no país”, afirmou o dirigente sindical.

O advogado Maurício Correia, da Associação de Advogados dos Trabalhadores Rurais (AATR), provocou o debate ao relacionar o modelo de desenvolvimento às suas raízes históricas. “Esse desenvolvimento das forças produtivas começa com a privatização das terras comuns, que retira essas pessoas do campo e as libera para a indústria”, afirmou. Para ele, a expropriação das terras indígenas e os 300 anos de escravidão integram esse mesmo processo. “Desenvolvimento para quem? Para quê?”, questionou.