CUT BAHIA celebra dia da mulher com live especial
Feita por elas e para elas: “Pela vida das Mulheres”
Publicado: 08 Março, 2021 - 19h32 | Última modificação: 08 Março, 2021 - 19h59
Escrito por: CUT Bahia

No dia Internacional da Mulher, a Central Única dos Trabalhadores da Bahia, reservou as primeiras horas do dia para promover uma live especial em comemoração ao 8 de março. O encontro foi proposto pela Secretaria de Mulheres, Coletivo de Mulheres e pela presidente da Central, Madalena Firmo (Leninha), primeira presidente da Central no estado desde a sua fundação . “Nos últimos 13 meses, vivo o desafio de ser a primeira mulher a ser presidente da Central, uma das maiores centrais sindicais da Bahia e tudo isso nos traz a responsabilidade do cuidado, de olhar para essas mulheres de forma diferenciada. Somos chefes de família, educadoras, assumimos o trabalho das comunidades, na agricultura familiar, sindicatos, igreja e nas frentes de batalha no trabalho do Coronavírus para salvar vidas. Está na nossa natureza lutar contra tudo e todos “, afirmou.
Isso nos traz a responsabilidade do cuidado, de olhar para essas mulheres de forma diferenciada.
Além da presidente da Central, marcaram presença no encontro, três grandes representações femininas de dentro e fora do estado: a Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT-BA, Lucivaldina Brito, a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional, Junéia Batista e Denice Santiago, psicóloga, militar e Co-fundadora da Lei Maria da Penha.
A live denominada “Pela Vida das Mulheres”, foi transmitida ao vivo pelo Youtube e redes sociais e trouxe para o palco das discussões elementos atuais e históricos da atuação das mulheres dentro da sociedade, além de revistar as bandeiras de luta da Central ao longo dos anos, com destaque para equidade salarial, machismo, violência doméstica, feminicídio e muitas outras mazelas que atinge historicamente as mulheres em todas as esferas da sociedade.
Dados recentes divulgados pelo Dieese apontam que as mulheres continuam ganhando menos. Em 2020, a média salarial do homem foi de R$ 2.694, entre as mulheres não passa de R$ 2.191, levando em consideração o mesmo cargo e horas trabalhadas. A Violência doméstica no país também revela dados alarmantes; somente durante a pandemia 105 mil novas denúncias foram registradas no país.
Com base nestes e outros parâmetros a Secretária Estadual da Central baiana, Lucivaldina Brito, fez um retrospecto sobre a dada comemorativa e o que ela simboliza. “São décadas de engajamento político e de reconhecimento dos direitos das mulheres”, ela reafirmou ainda durante a sua fala, que o momento é de manutenção dos poucos direitos conquistados, de mais lutas e mobilizações.
Com abordagem clara e precisa, Major Denice falou com propriedade sobre violência doméstica e trouxe detalhes sobre os desafios do trabalho desenvolvido com as mulheres vítimas de violência doméstica na Ronda Maria da Penha que já atua em 18 cidades da Bahia. “Não podemos esquecer que violência não é apenas um “soco no rosto”. São cinco formas de 5 violência: física, moral, patrimonial, sexual e psicológica” e fez uma reflexão: Enquanto estamos aqui, falando de violência, pode ter uma mulher agora com o celular na mão e esse pode representar um momento de perigo. A ronda vai atuar sempre a favor da mulher que rompe o ciclo de silêncio”, pontuou.
São cinco formas de 5 violência: física, moral, patrimonial, sexual e psicológica.”
Entre as reflexões que o público pode acompanhar do conforto e segurança da sua casa, a Secretária de Mulheres Nacional, apresentou dados sobre o mundo do trabalho. “81% das vagas formais foram destruídas em 2020, vagas ocupadas por mulheres. São 14 milhões de pessoas sem emprego no Brasil e, desse número, a grande maioria são mulheres. E isso impacta duramente na saúde mental dessas pessoas e dentro das famílias e precisa ser colocado em pauta.”, avaliou Junéia Batista.
Quem não acompanhou a live na integra, terá a oportunidade de assistir ao debate em comemoração ao Dia Internacional da Mulher através dos links abaixo: