12 DE AGOSTO: DIA INTERNACIONAL DA JUVENTUDE, MAS O QUE COMEMORAR?
Publicado: 12 Agosto, 2019 - 16h39
Escrito por: Ascom CUT Bahia - Aline Damazio

Neste 12 de agosto, data em que se comemora o Dia Internacional da Juventude, a CUT Bahia entrevistou Zenilton Teixeira, que faz parte do Coletivo de Juventude da CUT Bahia.
O companheiro revelou o que a juventude tem para comemorar neste dia, os desafios do coletivo, a importância de manter ativo um grupo de jovens na CUT e as ações que desenvolveram nesse período.
Confira:
1- Quais as ações que o Coletivo da Juventude desenvolveu nos últimos meses?
R- Além de retornar os trabalhos da juventude na CUT em meio ao cenário nacional, foi criado o coletivo de juventude estadual na CUT, que ainda não existia. Isso, com a participação fundamental da DGB (escola alemã), que proporcionou um projeto onde possibilitaram encontros na capital e interior, a fim de mapear as juventudes que fazem parte da central cutista, buscando saber as realidades locais fazendo a troca de experiência e atuando na formação desses jovens.
2-Dia internacional da Juventude, quais são os desafios para a juventude brasileira?
R- Nesse dia tão significativo para todos os jovens, a participação da juventude sempre foi e sempre será a mais importante, a protagonista em qualquer cenário sócio político, buscando as lutas pelo bem coletivo. É a Juventude que leva a esperança, e o renovo, tanto para aqueles que estão muito tempo na luta, quanto para aqueles que ainda chegarão. Mesmo diante de desafios tão grandes como: a redução de verbas para educação, saindo de um cenário onde o filho do pobre teve a oportunidade de se tornar doutor, para agora escuta que só quem tem direito a nível superior é filho de rico, a reforma trabalhista e da previdência, pois atingirão em cheio os jovens, com desempregos, e com a impossibilidade de se aposentar, fazendo ainda mais cair a economia. O crescimento do ódio, disseminado pela direita, atrás de palavras de ordem e progresso e por detrás do falso patriotismo, o racismo, muitos jovens negros são mortos. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado, o preconceito e a intolerância estão aí sempre nos jornais e o jovem é o mais atingido.
3- Como você observa com esse contexto político e social essa retida de verbas da educação e reforma da Previdência?
R- Caótico, este é o cenário imposto por este desgoverno que continua de forma muito mais vil o projeto, que iniciou com o golpe de 2016 a Presidenta Dilma. É necessário dizer que a educação transforma, a educação é a verdadeira arma, e ela derruba a ignorância dos fascistas. Quanto a reforma da previdência, esse é o apelo dos grandes bancos para quebrar nosso sistema, jovens passarão a vida trabalhando, sem poder se aposentar, mas existe o serviço particular de aposentadoria, e como contribuir só com um salário mínimo com tantas outras pendências? A ganância é tanta, que não compreendem, que tudo isso, só fará o país mergulhar no abismo, ou se compreendem, trata-se de uma estratégia, para entregar todos os bens do país ao capital estrangeiro.
4-Qual é a importância do coletivo de jovens da CUT nas articulações das lutas?
R- É papel da juventude: articular, dialogar, lutar. O coletivo tem estreitado os laços com as juventudes de ONGs, associações, movimentos estudantis, comunicado com outros estados fortalecendo a luta no momento de extrema importância.
5-Quais são as ações futuras do coletivo de Juventude da CUT Bahia?
R - O coletivo estará na região do SISAL para o encontro regional de juventude da CUT, no encontro de 3 dias, haverá a integração compreendendo a realidade local, o debate de conjuntura e formação (em parceria com a DGB). Além disso, vai acontecer em setembro o encontro Regional do Nordeste de Juventude da CUT, onde irão 3 jovens do coletivo da CUT BA.