Em Salvador um palco equipado com um telão foi montado no centro histórico, Pelourinho, para os torcedores acompanharem os jogos da seleção brasileira, o mercado informal agradece
Em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo do Qatar o horário de funcionamento dos estabelecimentos é alterado e, enquanto fecham agências bancárias, Correios e centenas de estabelcimentos comerciais, outros se preparam para receber a animada torcida.
Em Salvador, os bares e as praças de alimentação dos shoppings viraram ponto de concentração dos baianos que querem assistir a partida e, ou não têm tempo para chegar em casa ou terão de voltar à labuta depois do jogo.
No Pelourinho, os jogos são animados com o toque dos tambores da Banda Olodum e ao redor, cresce a economia local com a instalação de bancas de cerveja, água mineral, chicletes, salgados, acarajé, churrasco entre outros produtos que são comercializados aos torcedores.
E é nesses espaços que as trabalhadoras e os trabalhadores ambulantes aproveitam para obter uma renda extra, mesmo que não dê para vê a selação brasileira jogando.
Esse é o momento em que o trabalhador e a trabalhadora tem para alavancar seu potencial de venda e com isso levar um dinheiro a mais para sua casa, diz a presidenta da Associação Baiana dos Trabalhadores Informais (ABATIS), Marli Almeida, mais conhecida como Pitty.
“Aqui em Salvador as festas e eventos [como a Copa do Mundo] são os impulsionadores do mercado informal. Nossa luta é pela ampliação de direitos, pois não é todo dia que tem jogo da seleção [para melhorar a renda], mas podemos sim comemorar a possibilidade que essas atrações trazem para a classe trabalhadora”, afirma Marli.
Sem dúvida, a cerveja é o item mais consumido junto com o amendoim torrado ou cozido, bom para esses vendedores que aproveitam para ganhar mais com as vendas ao tempo que ficam na torcida pela seleção canarinho. E o preço baiano é bem mais acessível do que os cobrados no Qatar.
A FIFA está comercializando o copo de cerveja de 500 ml à R$ 74 no Qatar. No Brasil, na Copa 2014, o preço equivalente ao mesmo produto era de R$ 13. Na Rússia (2018), R$ 31.
No Pelourinho, a venda média de uma lata de cerveja com 450 ml custa R$ 5. A garrafa de água (500 ml) é comercializada a partir de R$ 2.
Nesta sexta-feira (2), já de olho nas oitavas de final, o Brasil enfrenta Camarões nesta sexta às 16h com time reserva e os ambulantes terão mais uma chance de aumentar as vendas.