Para Leninha, apesar de avanços importantes nos últimos anos, a presença das mulheres na política ainda está aquém do protagonismo que elas exercem em diversos setores da sociedade.
Para Leninha, apesar de avanços importantes nos últimos anos, a presença das mulheres na política ainda está aquém do protagonismo que elas exercem em diversos setores da sociedade.
“A participação da mulher ainda é tímida. Nós precisamos nos colocar cada vez mais como lideranças na política, porque já lideramos em muitos outros espaços. No campo social, como diz o ditado popular, a gente nada de braçada, faz muita coisa”, afirmou.
A presidenta da CUT Bahia destacou que é na política que são tomadas decisões que impactam diretamente a vida da população, como a definição do orçamento público e das prioridades nas áreas de educação, saúde e geração de empregos.
“Estamos compreendendo cada vez mais que é na política que a vida se resolve. É ali que se define quanto vai para a educação, para a saúde, para o emprego e para as políticas públicas que impactam a vida do povo”, explicou.
Leninha também chamou atenção para os desafios que ainda limitam a presença feminina nos parlamentos. Mesmo com a legislação que garante percentual mínimo de candidaturas para mulheres, muitas ainda encontram dificuldades para ocupar efetivamente os cargos.
“Hoje já existe a lei que estabelece 30% de candidaturas para mulheres, mas precisamos avançar para a paridade. Não basta garantir 30% nas candidaturas, precisamos garantir também mais mulheres eleitas, ocupando as cadeiras de poder”, destacou.
Para a dirigente sindical, ampliar a presença feminina nos espaços de decisão é uma pauta histórica dos movimentos sindical e social.
“Durante muito tempo nos disseram que política não era lugar de mulher. Esse espaço foi sendo negado a nós. Agora estamos organizadas e trabalhando para mudar essa realidade e garantir mais mulheres nos espaços de poder”, concluiu.