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Dirceu em Salvador: “Sou sobrevivente, o que tenho é experiência pra contar"

Publicado: 12 Setembro, 2018 - 11h17

Escrito por: Thais Tosta

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Tempo de sobra, experiência de outros exílios e muita capacidade e paciência para compilar em uma única publicação, parte da sua trajetória política, experiências pessoais ao longo dos anos. São experiências transcritas no livro do ex-ministro, que leva o título: “Zé Dirceu – Memórias Volume 1”, que será oficialmente lançado nesta quarta-feira (12), a partir das 18h, no Centro Cultural da Câmara de Vereadores de Salvador.

Dirceu chegou à capital baiana nesta terça-feira (11.09), e participou de uma coletiva de imprensa na sede do Sindipetro-BA. Jornalistas e militantes e lideranças políticas que compareceram à coletiva, encontraram relatos de um Dirceu tranqüilo, seguro e que reafirmava a todo o momento a violência praticada contra ele, contra lula e contra o PT nos últimos anos em que o golpe de estado esteve em curso. Dirceu relembrou os momentos mais delicados nos últimos anos: “É publico e notório que eu fui cassado sem provas”, afirmou, explicando cada etapa do processo que o levou à prisão.  

Após um breve relato sobre sua vida pessoal e política que vão desde histórias da militância estudantil nos anos 1960, ao exílio e o treinamento para ser guerrilheiro em Cuba, a cirurgia plástica que mudou seu rosto e a vida clandestina no Brasil na década de 70, além das tarefas desenvolvidas dentro do Partido dos Trabalhadores. O ex-ministro estava pronto para os questionamentos da imprensa baiana.  ”Sou sobrevivente, não sou herói, não sou nada. O que tenho mesmo é muita experiência pra contar”, resumiu.

Questionado sobre as escolhas do partido, não só no que diz respeito ao pleito eleitoral, como em outros momentos de incerteza política e jurídica no país. Dirceu foi enfático: “Temos que reconhecer os nossos erros humildemente. Não podemos atribuir a nós aquilo que é fruto de uma ação coletiva. A militância sempre foi muito generosa conosco”.

Sobre a intensa criminalização do partido, Dirceu afirmou: “Não se pode julgar o PT pelos erros e, sim, pela sua história. Nós erramos, mas os nossos acertos foram muito maiores que os nossos erros. Enriquecemos o pais socialmente, politicamente e culturalmente. Disso não podemos esquecer”, avaliou.

No que diz respeito ao pleito eleitoral de 2018, Dirceu foi categórico: “A minha convicção é de que Haddad irá para o segundo turno. Temos muito trabalho daqui pra frente, nos não vamos subestimar os outros candidatos, mas se tem uma coisa que o PT sabe fazer é eleição”, disse em tom otimista,

Após a coletiva, o ex-ministro participou de um jantar  em Itapuã, na casa do ex-sindicalista e ex-dirigente da Federação Única dos Petroleiros, Armando Trípodi.

 

 

 

 

 

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