Escrito por: Raquel Santana

CUT Bahia reforça luta pela erradicação do trabalho escravo

Ato realizado na Estação Rodoviária do metrô chamou atenção da população para uma realidade que ainda atinge milhares de trabalhadores e trabalhadoras no país

Raquel Santana
Ato pela erradicação do trabalho análogo à escravidão
No Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro, a CUT Bahia participou de um ato público em defesa da erradicação do trabalho análogo à escravidão, realizado na Estação Rodoviária do metrô, em Salvador. A Central foi representada pela secretária de Direitos Humanos, Euzita Maciel, e pela secretária de Relações do Trabalho, Gilene Pinheiro. A atividade foi organizada pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae Bahia), instância da qual a CUT faz parte, e reuniu sindicalistas, representantes do Ministério do Trabalho, da Secretaria de Direitos Humanos do Estado e fiscais do trabalho, que dialogaram com a população sobre a persistência dessa grave violação de direitos no Brasil. A escolha do local foi estratégica, conforme explicou a coordenadora da Coetrae Bahia, Hildete Emanuele.“Escolhemos uma estação de metrô, com grande circulação de trabalhadores e trabalhadoras, para conscientizar a sociedade sobre o trabalho análogo à escravidão, que infelizmente ainda é uma realidade no país”, destacou. Durante o ato, histórias reais deram rosto à violência dessa prática. Valdirene Boaventura, hoje dirigente do Sindomésticos Bahia, relatou que, ainda adolescente, foi resgatada de uma situação análoga à escravidão.“Eu trabalhava em troca de comida e moradia. Achava que, vindo para Salvador, teria oportunidades, mas sofri muitas violações”, contou. A secretária de Relações do Trabalho da CUT Bahia, Gilene Pinheiro, ressaltou o papel fundamental do movimento sindical no enfrentamento ao trabalho escravo.“O movimento sindical está aqui para reafirmar seu compromisso histórico na luta por condições dignas de trabalho para todas e todos”, afirmou. Já a secretária de Direitos Humanos da CUT Bahia, Euzita Maciel, destacou que a fiscalização é um instrumento central no combate a essa prática criminosa.“Em pleno século 21, ainda convivemos com o trabalho escravo. É uma realidade inaceitável que precisa ser combatida com políticas públicas e, principalmente, com fiscalização rigorosa”, defendeu. Compromisso permanenteA CUT Bahia reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos, do trabalho decente e da dignidade da classe trabalhadora, fortalecendo a articulação com órgãos de fiscalização, movimentos sociais e entidades sindicais para denunciar, prevenir e erradicar todas as formas de trabalho escravo no estado e no país.