O encontro, reuniu 12 integrantes da comitiva e dirigentes sindicais baianos para um diálogo sobre os desafios do mundo do trabalho e as experiências do movimento sindical nos dois países
A Central Única dos Trabalhadores na Bahia recebeu, nesta segunda-feira (16), uma delegação da Alemanha formada por jovens trabalhadores, professores universitários e representantes dos sindicatos IG Metall Halle-Dessau, Aprender Juntos Voneiander lernen e.V, Vereinte, Dienstleistungsgewerkschatf, e GEW - Die Bildungsgewerkschaft.
O encontro, realizado na sede da CUT Bahia, reuniu 12 integrantes da comitiva e dirigentes sindicais baianos para um diálogo sobre os desafios do mundo do trabalho e as experiências do movimento sindical nos dois países.
As boas-vindas à delegação foram dadas pelo vice-presidente da CUT Bahia, Luciomar Machado, pela secretária de Administração e Finanças da Central, Cristina Brito, e pelo presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Loricardo Oliveira.
Durante a recepção, os dirigentes destacaram a importância do intercâmbio internacional entre trabalhadores e o fortalecimento da solidariedade entre os movimentos sindicais.
“Gostaríamos de dizer que é um grande prazer recebê-los em nosso estado, a Bahia, que é muito diversa e tem um coração muito hospitaleiro”, afirmou Luciomar Machado ao saudar a comitiva.
O encontro contou ainda com a participação de dirigentes e representantes de diversas organizações sindicais e movimentos sociais, além de secretários da Central, entre eles Lucivaldina Brito, Nadilene Nascimento e Orlando Santos, além de representantes da União Nacional dos Estudantes e da Juventude do Partido dos Trabalhadores.
Durante o bate-papo, os participantes debateram as diferenças e semelhanças entre os sistemas sindicais do Brasil e da Alemanha. No país europeu, o movimento sindical está organizado em cerca de oito grandes sindicatos que representam aproximadamente cinco milhões de trabalhadores. Já no Brasil, existem cerca de 15 mil sindicatos organizados em oito centrais sindicais.
Outro ponto discutido foi o cenário político e social que impacta o mundo do trabalho em diferentes países, incluindo o crescimento da extrema direita e os desafios para fortalecer a organização sindical e ampliar a mobilização da juventude trabalhadora.
A atividade também abriu espaço para reflexões sobre a participação dos jovens nas lutas sociais e políticas, incluindo mobilizações recentes em diversos países, reforçando a importância da solidariedade internacional na defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora.