Central participa da tradicional celebração em Salvador, reforça a defesa dos direitos dos trabalhadores e se une à fé e à cultura popular na homenagem à Mãe das Águas.
A devoção, a cultura e a luta da classe trabalhadora se encontraram mais uma vez nas areias e nas ruas do Rio Vermelho durante a tradicional Festa de Yemanjá. Entre milhares de fiéis das religiões de matriz africana e simpatizantes que lotaram o bairro para prestar homenagens à Mãe das Águas, estava Maria de Fátima, 60 anos, moradora de Santo Antônio de Jesus, que mantém a tradição de viajar todos os anos até a capital baiana para renovar sua fé.
“Todo ano estou aqui fazendo a minha devoção, pedindo proteção à mãe das águas”, contou emocionada, enquanto preparava seu presente para ser entregue ao mar.
A celebração, iniciada há mais de dois séculos por pescadores e suas famílias, permanece viva e se consolida, a cada ano, como uma das festas mais populares e simbólicas da Bahia, reunindo espiritualidade, identidade cultural e resistência do povo baiano.
Presente mais uma vez no ato, a CUT Bahia levou suas bandeiras, mensagens e pautas para junto da população. A presidenta da entidade, Leninha Valente, destacou a importância de a Central ocupar os espaços onde o povo está, fortalecendo o diálogo com a classe trabalhadora também nos momentos de fé e celebração.
“De modo especial, nesse dia de Yemanjá , a CUT se apresenta de forma organizada, com tema e com presente. Reúne trabalhadores e trabalhadoras para agradecer pelo ano que passou e pedir por aquele que se inicia. Já é tradição da Central participar dos momentos fortes do povo. Onde o povo está, a CUT está”, afirmou.