A presidenta da CUT Bahia, Leninha Valente, se reuniu com a diretoria do Sindivigilantes Bahia para tratar do impasse que afeta milhares de trabalhadores e trabalhadoras da segurança privada no estado.
Nesta quinta-feira (12), a presidenta da CUT Bahia, Leninha Valente, se reuniu com a diretoria do Sindivigilantes Bahia para tratar do impasse que afeta milhares de trabalhadores e trabalhadoras da segurança privada no estado.
A reunião teve como pauta central a recusa de empresas do setor em assinar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o pagamento de um vale-alimentação de apenas R$ 17 por dia trabalhado, valor considerado insuficiente diante do custo de vida e da própria realidade enfrentada pela categoria.
“É inaceitável o que está acontecendo com os profissionais da segurança privada na Bahia. Estamos falando de trabalhadores e trabalhadoras que atuam diariamente expostos a riscos, muitos em condições de insalubridade e periculosidade, e que recebem apenas R$ 17 de vale-alimentação. Esse valor não garante sequer uma refeição digna. Na prática, o vigilante precisa acumular mais de dois dias de trabalho para conseguir custear uma única refeição completa. Isso é uma distorção absurda e um desrespeito à dignidade humana”, afirmou Leninha Valente.
A presidenta também destacou que, em outros estados do Nordeste, como Pernambuco e Rio Grande do Norte, os valores do ticket alimentação ultrapassam os R$ 40, evidenciando a defasagem enfrentada pela categoria na Bahia.
“Estamos juntos com os vigilantes para cobrar responsabilidade dos empregadores e exigir o cumprimento da Convenção Coletiva. Não aceitaremos que a categoria continue pagando essa conta”, reforçou.
Segundo o Sindivigilantes, cerca de 34 mil vigilantes na Bahia recebem apenas um salário mínimo, cenário agravado pela postura do sindicato patronal, que tem dificultado o avanço das negociações.
“Isso é resultado de chantagem patronal. Temos alguns dos piores empregadores do Brasil”, denunciou o presidente do Sindivigilantes, Paulo Brito.
A CUT Bahia reafirmou seu compromisso com a mobilização da categoria e destacou a importância da unidade para garantir o cumprimento da CCT e avanços concretos nas condições de trabalho.
A luta dos vigilantes é parte da luta maior da classe trabalhadora por respeito, dignidade e valorização profissional.