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CUT Bahia assume protagonismo ao ter primeira mulher na sua presidência

Publicado: 29 Novembro, 2019 - 19h43 | Última modificação: 29 Novembro, 2019 - 20h26

Escrito por: Ascom CUT Bahia

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Pela primeira vez a CUT Bahia será dirigida por uma mulher, Maria Madalena Oliveira Firmo, a Leninha,escolhida que foi para presidir a Central nos próximos quatro anos durante o XV Congresso Estadual (Cecut). Representante do campo, Leninha ainda terá ao seu lado outra mulher, a companheira Cristina Brito, dirigente do Sindicato dos Eletricitários, eleita para a Secretaria Geral.

A vice-presidência coube a Leonardo Urpia, do Sindicato dos Petroleiros.A eleição da nova direção aconteceu nos últimos dias 26 e 27 de novembro no Congresso “Lula Livre”, uma homenagem ao ex-presidente vítima de brutal perseguição midiática e judicial, e consagrou a unidade das mais diferentes categorias do campo e da cidade.

 Dela participaram 241 delegados (as) que escolheram os 36 novos (as) dirigentes da CUT Bahia para a gestão 2019/2023. Leninha é agricultora familiar e também vereadora de Valente, município da região sisaleira da Bahia. A posse da nova diretoria está prevista para fevereiro próximo.

 No discurso de posse, Leninha agradeceu a todos que ajudaram na construção do congresso e destacou que a eleição, mesmo disputada por uma chapa única, foi representativa do conjunto da classe trabalhadora baiana: “É a maior representatividade de todas as categorias de todos os ramos já construída até hoje. É a unidade do campo e da cidade para que possamos avançar no debate da nossa central. É a partir disso que vamos pensar e fazer uma gestão democrática e inclusiva”, declarou.

Também ressaltou a importância da união de todos os sindicatos nesse momento político de tanta gravidade, de tantos retrocessos, e que exige muita mobilização e luta da classe trabalhadora. Segundo ela, o importante é ir pra rua e conversar com o povo, mostrar o quanto ele está perdendo com cada medida adotada pelo governo.

 Ela reconheceu o trabalho e esforço de Cedro Silva, ex-presidente da CUT Bahia, além de outros dirigentes que se doaram nos últimos anos no processo de defesa da classe trabalhadora. Cedro, por sua vez, citou que ao longo de sua gestão vários momentos foram marcantes, mas destacou a greve geral na Bahia, em abril de 2017.

O vice-presidente eleito Leonardo Urpia defendeu que a Central se torne mais resistente e combativa, citando que isso se faz necessário porque “existem novos  desafios em função da  restruturação do mundo do trabalho, com flexibilização  e precarização que trazem retrocessos sem precedentes. A CUT Bahia fará a resistência e reorganização da classe trabalhadora”.

Ainda segundo ele, a eleição da nova diretoria da central procurou encarar essa luta unindo trabalhadores da indústria, do serviço público e privado e os rurais para combater o fascismo.

Cristina Brito, a nova secretária geral, tem um histórico de comprometimento com a luta sindical.  Ela deixa a Secretaria de Formação para ocupar um dos postos mais importante Ca central. “É hora de trabalhar ainda mais para combater os desmontes contra a classe trabalhadora e as estatais", afirmou ela após a eleição.