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Dia do Comerciário tem o que para a categoria comemorar?

Publicado: 24 Outubro, 2017 - 12h07

Nesse Dia Dos Comerciários, uma categoria tão importante para nossa sociedade e que nas datas festivas abrem mão do convívio familiar e social para prestar serviços para todos nós. E mesmo com essa dedicação e prestatividade sofrem com jornadas de trabalho desrespeitosas, assédio moral além do pacote de maldade que o governo de Temer tenta a todo custo aprovar para piorar as condições de trabalhadores e aposentados.

Por isso, A CUT BAHIA realizou uma entrevista exclusiva com a presidente do sindicato dos comerciários de Santo Antônio de Jesus, Aline Patrícia, sindicato filiado à CUT Bahia, para mostrar a realidade da categoria dos comerciários da Bahia.

1- Nesse dia em que se comemora o Dia dos Comerciários em Salvador, quais são as principais lutas para a categoria dos comerciários da Bahia ?

Adriana Patrícia - Principalmente nesse contexto nacional acho que o plano de luta para o Dia dos Comerciários é fortalecer a defesa de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, mais do que nunca o trabalhador precisa ter o entendimento que agora é ter força e resistência perante esse pacote de maldade que o Temer tenta aprovar para prejudicar todas as classes de trabalhadores.
Não é apenas comemorar a importância do trabalhador do comércio é dia de continuar resistindo, agora temos em nosso plano de luta arrecadação de assinaturas para barrar as reformas e assim estamos fazendo. No dia 16 de outubro, comemoramos o Dia dos Comerciários em Santo Antônio de Jesus, fizemos panfletagem, discurso sobre a importância de lutar por manutenção de direitos e colhemos assinaturas para o projeto para anular a reforma trabalhista.
Logo, nesse dia, temos que marcar com luta e resistência na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do comércio.

2 – E quais são os direitos que nesse Dia dos Comerciários que ainda tem que se conquistar?
AP – Temos algumas bandeiras específicas de lutas que são: alcançar o auxílio alimentação, outro problema grave é a jornada de trabalho que não é respeitada e o assédio moral. Uma parte dessas grandes empresas atacadistas tem como estratégia afastar o sindicato do trabalhador de todas as formas. E apesar do crescimento do comércio ser pujante em Santo Antônio de Jesus os diretos dos trabalhadores as empresas tentam a todo momento que sejam retrógrados.
A jornada de trabalho por exemplo, deveria ser de 8 horas por dia, mas sempre tem horas extras que na maioria das vezes não são pagas. Retiram o trabalhador do convívio social, familiar e cultural nessas datas festivas para fomentar as vendas mas o retorno é desrespeitoso!

3 – E as perspectivas para a classe de trabalhadora do comércio da Bahia? 
AP- Nosso futuro mais próximo é o futuro de luta por defesa dos direitos que estão sendo atacados pelo governo golpista de Temer. Defender o que conquistamos a duras penas e que querem retirar de forma arbitrária e desrespeitosa. O futuro é defender hoje e sempre qualidade de condições de trabalho no cotidiano diário do trabalhador e trabalhadora do comércio.

Entrevista realizada em 23/10/2017 por ASCOM CUT Bahia - Aline Damazio